Durante anos a divisão foi simples: o PPF protegia, o wrapping personalizava. Hoje essa fronteira já não existe. O PPF continua a ser a película de proteção por excelência, mas passou também a transformar o aspecto da viatura — e a escolha entre um e outro depende do que se pretende de cada superfície. Em qualquer caso, o resultado depende menos da película do que da preparação e do rigor da aplicação.
Na versão transparente, o PPF é aplicado sobre a pintura para absorver aquilo que de outra forma chegaria ao verniz: projeções de gravilha, atrito de utilização, riscos de lavagem e agressões químicas da estrada. Preserva o acabamento de fábrica — e, com ele, o valor da viatura.
Mas o PPF já não é apenas invisível. Há películas mate e satinadas que mudam por completo a leitura de uma pintura brilhante, e películas de cor que alteram o carro inteiro. Nestes casos, a personalização vem com a espessura e a resistência de uma película de proteção: mudar o visual e proteger a pintura passam a ser o mesmo trabalho.
O wrapping em vinil mantém o seu lugar: é a escolha certa para quem procura a maior variedade de cores, texturas e efeitos com um investimento mais contido, de forma reversível. O PPF é o investimento de quem quer o máximo — uma película mais espessa e resistente, que absorve impactos e riscos do dia a dia, recupera de pequenas marcas superficiais nas películas de qualidade e mantém o aspecto por muito mais tempo, protegendo a pintura original enquanto a transforma.
A escolha entre um e outro parte do uso da viatura, do resultado pretendido e do tempo que se quer que dure. Antes de qualquer proposta, avaliamos o estado da pintura e falamos com o proprietário sobre o que espera do carro nos próximos anos — é isso que define a película certa.
É também por isso que não trabalhamos com preços tabelados. A área a cobrir, a película escolhida, o estado da pintura e a complexidade de cada painel mudam de viatura para viatura — o orçamento só é definido depois de analisarmos o carro.
Qualquer dos trabalhos começa por uma preparação exaustiva. A superfície é descontaminada e, quando necessário, corrigida antes da aplicação — uma película sela aquilo que está por baixo, incluindo os defeitos. Zonas críticas são desmontadas para permitir que a película entre por dentro dos limites do painel.
O corte é decidido caso a caso. Consoante a viatura e a zona, recorremos a moldes ou a corte à medida, procurando sempre reduzir o número de emendas e esconder os remates em linhas naturais da carroçaria.
A aplicação exige ambiente controlado: temperatura estável, ar limpo e tempo. É nos bordos, nas curvaturas duplas e nos recortes que se percebe a diferença entre um trabalho executado e um trabalho bem executado — e é aí que colocamos o esforço.